TrancaRua

Sunday, November 30, 2003
 
Um dos Microcontos de Joao Gilberto N.

Quando passava por aquele
desenho no muro, eu disfarçava,
me socorria. Até que um dia não
consegui me desvencilhar de
suas vorazes artérias. Fiquei ali,
semseqüência, restrito aincontáveis
súbitos. Sob a crista já gangrenada
de minha própria guarda.
Abriguei-me na lanchonete, fingindo
estudar para as provas. Eu ouvia as conversas
dos conhecidos, tentando esquecer
a eletricidade maníaca do devaneio rupestre.
Até que me internaram no sanatório da Paz,
ali. Agora rondo pelas cercanias,
para ver se consigomespiar.

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